Carta aberta à Copag
By : Daniel Bastos
Caros representantes Copag
Com o advento de BSMI (MI seria Mundos Incríveis?) e as novidades apresentadas pela equipe Battle Scenes na forma de uma nova carta promocional e o software de aplicação para torneios, é importante que vocês olhem para a comunidade que se formou ao redor do jogo com carinho, como tenho certeza que têm feito até o momento.
É natural que surjam opiniões, sugestões, críticas e felicitações a todo o instante e que muito desse feedback seja difícil ou impossível de absorver. Vou além: é compreensível que não seja possível agradar a todos que tentam fazer o jogo melhor dentro de cada conceito considerado por cada jogador.
O que não é compreensível e não pode ser admitido como comportamento de uma empresa que busca a comunicação com a comunidade que cria é censurar vozes dissidentes que, no fim das contas, têm por objetivo contribuir para o crescimento daquilo que vocês mesmos plantaram.
Infelizmente, isso foi o que aconteceu hoje, no espaço fornecido por vocês para divulgação do software que deve ser lançado em breve. Eu sou uma dessas vozes dissidentes que acredita no jogo e quer vê-lo prosperar, mas que está assistindo a uma situação complicada de se reverter. E, hoje, eu fui censurado.
Sendo assim, a alternativa que me resta é usar este espaço que me cabe para tentar me fazer ouvido, já que, neste mesmo comunicado, vocês informam que estão a par dos acontecimentos nos blogs e comunidades que discorrem sobre Battle Scenes. À propósito, agradeço em nome da equipe pela menção a este espaço.
Permitam-me explicar a situação, já que a mesma ainda não está clarificada. Abaixo, segue o trecho escrito por mim e censurado por vocês:
.
"Um sistema oficial de torneios não atrai novos jogadores, que não se importam com o tempo decorrido de uma partida ou o parelhamento de dois jogadores ou os resultados de uma rodada.
Um sistema oficial de torneios não difunde o jogo por si só, sendo o mesmo novo e carente de divulgação (o que leva ao primeiro e principal ponto). Basta ir a uma loja, jogar e contar quantas pessoas por dia param, olham e mal fazem idéia do que se trata, mesmo sendo do universo gamer/geek/TCG/etc...
Um sistema oficial de torneios não dá garantias de que haverá suporte ao jogo na forma de representantes Copag presentes a torneios oficiais em parceria com lojas, mesmo quando a própria Copag realiza o acordo (e não cumpre).
Um sistema oficial de torneios não habilita o jogo a disputas em "melhor de 3", como qualquer TCG que almeja ser competitivo e que enfrenta sérios problemas ditados pela disputa à iniciativa.
Um sistema oficial de torneios não resolve o problema de um jogo com dois decks semelhantes, que torna o jogo literalmente uma "partida de um lado só", como nenhum outro TCG foi capaz de conceber até hoje.
Eu poderia continuar, mas o ponto é que existem outros problemas que demandam uma atenção maior do que um software próprio para o jogo (sem o qual os lojistas são perfeitamente capazes de organizar torneios).
Dizer que este é o principal problema com o jogo no momento é desconhecer os reais problemas que a comunidade enfrenta com um jogo que está sendo carregado nas costas pela mesma ou querer encher a bola da Copag por "qualquer osso jogado". Mas não deixa de ser uma ótima iniciativa, que mostra que a Copag ainda quer algo com o jogo, ao menos."
.
Para contextualizá-los melhor, esta foi uma resposta a outro usuário que havia me interpelado sobre a iniciativa adotada por vocês ser exatamente o que nós, jogadores de BS, precisamos nesse momento em se tratando do jogo. Minha postura, obviamente, é contrária.
Se, em algum momento ou trecho, a Copag sente-se prejudicada ou difamada pelas minhas palavras, não é essa a minha intenção. A minha intenção, porém, é chamar a atenção ao fato de que o que está sendo entregue a nós, jogadores, não é o suficiente.
O receio de que o jogo não se sustente para uma quinta edição por puro desinteresse dos jogadores que investem em BS e dos lojistas que nos mantém abastecidos é real e amplamente discutido aqui em SP. Isso está sendo dito por alguém que está vivenciando o ambiente que vocês esperam cultivar. Essa é a intenção.
E o que foi feito comigo hoje é de uma vergonha descabida, uma lástima incompreensível.
Cada vez mais jogadores estão abandonando (ainda que temporariamente) BS por diversos motivos. E os que restam estão sem saber o que esperar. Ainda assim, vez ou outra, um de nós encontra uma pessoa comprando uma booster box ou um deck de BSPO, genuinamente interessada na comunidade ativa ou simplesmente com algumas dúvidas, mas sem coragem de interagir com jogadores mais experientes por não ter o devido apoio em estruturas organizadas de incentivo.
Nós, os tidos "jogadores experientes", somos poucos. Oito, dez, às vezes doze, que se encontram em torneios organizados e mantidos por alguns lojistas que acreditam no nosso esforço. E estamos ávidos por um aumento significativo nesse número de entusiastas. Mas precisamos de vocês. Assim como, quero acreditar, vocês precisam de nós.
Através desta carta, convoco meus colegas de blog e outros membros da nossa comunidade a se manifestar. A favor, contra ou muito pelo contrário. Precisamos de vozes. Quantas forem possíveis angariar. E que todas sejam ouvidas por vocês, a quem esta carta realmente deve interessar.
Atenciosamente,
Daniel Bastos.
Com o advento de BSMI (MI seria Mundos Incríveis?) e as novidades apresentadas pela equipe Battle Scenes na forma de uma nova carta promocional e o software de aplicação para torneios, é importante que vocês olhem para a comunidade que se formou ao redor do jogo com carinho, como tenho certeza que têm feito até o momento.
É natural que surjam opiniões, sugestões, críticas e felicitações a todo o instante e que muito desse feedback seja difícil ou impossível de absorver. Vou além: é compreensível que não seja possível agradar a todos que tentam fazer o jogo melhor dentro de cada conceito considerado por cada jogador.
O que não é compreensível e não pode ser admitido como comportamento de uma empresa que busca a comunicação com a comunidade que cria é censurar vozes dissidentes que, no fim das contas, têm por objetivo contribuir para o crescimento daquilo que vocês mesmos plantaram.
Infelizmente, isso foi o que aconteceu hoje, no espaço fornecido por vocês para divulgação do software que deve ser lançado em breve. Eu sou uma dessas vozes dissidentes que acredita no jogo e quer vê-lo prosperar, mas que está assistindo a uma situação complicada de se reverter. E, hoje, eu fui censurado.
Sendo assim, a alternativa que me resta é usar este espaço que me cabe para tentar me fazer ouvido, já que, neste mesmo comunicado, vocês informam que estão a par dos acontecimentos nos blogs e comunidades que discorrem sobre Battle Scenes. À propósito, agradeço em nome da equipe pela menção a este espaço.
Permitam-me explicar a situação, já que a mesma ainda não está clarificada. Abaixo, segue o trecho escrito por mim e censurado por vocês:
.
"Um sistema oficial de torneios não atrai novos jogadores, que não se importam com o tempo decorrido de uma partida ou o parelhamento de dois jogadores ou os resultados de uma rodada.
Um sistema oficial de torneios não difunde o jogo por si só, sendo o mesmo novo e carente de divulgação (o que leva ao primeiro e principal ponto). Basta ir a uma loja, jogar e contar quantas pessoas por dia param, olham e mal fazem idéia do que se trata, mesmo sendo do universo gamer/geek/TCG/etc...
Um sistema oficial de torneios não dá garantias de que haverá suporte ao jogo na forma de representantes Copag presentes a torneios oficiais em parceria com lojas, mesmo quando a própria Copag realiza o acordo (e não cumpre).
Um sistema oficial de torneios não habilita o jogo a disputas em "melhor de 3", como qualquer TCG que almeja ser competitivo e que enfrenta sérios problemas ditados pela disputa à iniciativa.
Um sistema oficial de torneios não resolve o problema de um jogo com dois decks semelhantes, que torna o jogo literalmente uma "partida de um lado só", como nenhum outro TCG foi capaz de conceber até hoje.
Eu poderia continuar, mas o ponto é que existem outros problemas que demandam uma atenção maior do que um software próprio para o jogo (sem o qual os lojistas são perfeitamente capazes de organizar torneios).
Dizer que este é o principal problema com o jogo no momento é desconhecer os reais problemas que a comunidade enfrenta com um jogo que está sendo carregado nas costas pela mesma ou querer encher a bola da Copag por "qualquer osso jogado". Mas não deixa de ser uma ótima iniciativa, que mostra que a Copag ainda quer algo com o jogo, ao menos."
.
Para contextualizá-los melhor, esta foi uma resposta a outro usuário que havia me interpelado sobre a iniciativa adotada por vocês ser exatamente o que nós, jogadores de BS, precisamos nesse momento em se tratando do jogo. Minha postura, obviamente, é contrária.
Se, em algum momento ou trecho, a Copag sente-se prejudicada ou difamada pelas minhas palavras, não é essa a minha intenção. A minha intenção, porém, é chamar a atenção ao fato de que o que está sendo entregue a nós, jogadores, não é o suficiente.
O receio de que o jogo não se sustente para uma quinta edição por puro desinteresse dos jogadores que investem em BS e dos lojistas que nos mantém abastecidos é real e amplamente discutido aqui em SP. Isso está sendo dito por alguém que está vivenciando o ambiente que vocês esperam cultivar. Essa é a intenção.
E o que foi feito comigo hoje é de uma vergonha descabida, uma lástima incompreensível.
Cada vez mais jogadores estão abandonando (ainda que temporariamente) BS por diversos motivos. E os que restam estão sem saber o que esperar. Ainda assim, vez ou outra, um de nós encontra uma pessoa comprando uma booster box ou um deck de BSPO, genuinamente interessada na comunidade ativa ou simplesmente com algumas dúvidas, mas sem coragem de interagir com jogadores mais experientes por não ter o devido apoio em estruturas organizadas de incentivo.
Nós, os tidos "jogadores experientes", somos poucos. Oito, dez, às vezes doze, que se encontram em torneios organizados e mantidos por alguns lojistas que acreditam no nosso esforço. E estamos ávidos por um aumento significativo nesse número de entusiastas. Mas precisamos de vocês. Assim como, quero acreditar, vocês precisam de nós.
Através desta carta, convoco meus colegas de blog e outros membros da nossa comunidade a se manifestar. A favor, contra ou muito pelo contrário. Precisamos de vozes. Quantas forem possíveis angariar. E que todas sejam ouvidas por vocês, a quem esta carta realmente deve interessar.
Atenciosamente,
Daniel Bastos.
Report - Torneio Hotyugioh
By : Atila Ferreira
X Gudy
A primeira partida da tarde já prometia uma dificuldade altíssima.
Eu comecei a partida e resolvi abrir com Mysterio e Dr. Estranho, sem a
Feiticeira Escarlate – resolvi deixa-la para os próximos turnos, pois imagina
que viria fogo cruzado + concentrar poder + onde de energia. Dito e quase
feito, o Gudy baixou o Fogo Cruzado, Elektro e Onda de Energia. Até aí ainda
estava com esperanças de vir uma invasão etérea na Clarividência do Dr.
Estranho (que no momento estava +3 devido ao livro de vishanti). Mas minhas
esperanças se foram quando o Estranho foi preso na Armadilha reforçada.
Nada pude fazer para evitar levar dois penetrantes em cada
um dos dois. No meu turno por sorte comprei outro Dr. Estranho, rendi sem dó o
quase morto, baixei um novinho em folha e de quebra deixei a armadilha dele ali
segurando recursos, e o mais importante: evitando de ele baixar mais uma.
Neste turno além do Estranho coloquei em cena a Feiticeira
Escarlate também e passei o turno. O Elektro foi rendido e foram mais alguns
turnos de passa. Neste meio tempo consegui deixar uma invasão etérea no jeito
no topo do deck, baixei um Treinador e deixei na mesa um Embaralhador
Eletronico.
O Gudy então foi para o jogo de novo, para a cena vieram
Motoqueiro fantasma e Dr. Destino + Máquina do bloqueio mental , ambos com
concentrar poder e Onda de Energia, a invasão etérea cuidou do Destino e o
embaralhador do Motoqueiro. Escapei de
perder.
No meu turno baixei o Raio Negro e consegui dar uma garras imoladoras
no Destino para quebrar o escudo. O Mysterio atacou o Destino e deixou ele com
apenas 1 de vida. No turno do Gudy ele deu uma retirada mais do que estratégica
e deixou no campo apenas o Motoqueiro, com 4 de escudo, ai é f...
Bom.. no meu turno eu tive que buscar uma busca e apreensão
com o Mysterio e dar o grito do Raio negro na Máquina de bloqueio mental para
liberar meus personagens para atacarem.
Neste meio tempo matei mais algum personagem dele, a esta
altura eu estava com 12 prêmios e ele com 3.
Ai ele veio com tudo, lá veio o Dr. Destino novamente, com dois
concentrar poder e 3 de escudo, eu tinha 4 de dano na capacitação, conseguiria
tirar apenas 1 dos concentrar poder, mas foi ai que veio mais uma invasão
etérea salvadora, evitei o ataque do destino e ai foi só finalizar no meu
turno. Jogaço... mas estava só começando!
X Rodrigo
Segunda vez que enfrentaria o deck de Shield, na primeira
vez, ali mesmo na Hotyugioh já havia perdido. Jogamos a moeda, que vem
decidindo muitas partidas, e ganhei. Por sorte comecei bem com o trio ternura: Mysterio,
Feiticeira e Estranho. Ele respondeu bem, com Capitão América, Soldado Invernal
e Maria Hill, mas mais uma vez consegui uma invasão etérea na clarividência e
mais um treinamento intenso e ataque da Feiticeira consegui matar a agente Hill
e tirar as antecipação do Soldado. No meu turno baixei algum personagem com
garras (não lembro qual) e dei uma garras imoladoras tirando as antecipações do
Capitão e aí veio a fase de ataque, por sorte na clarividência da Feiticeira
veio outra garras imoladoras, ai não dá para passar, e dá-lhe mais uma garras
imoladoras. Nesta altura do jogo já estava somando 11 pontos de prêmios – isso aliada
a falta de personagens do Rodrigo me deu a vitória. Mas confesso que foi um
jogo atípico, na antecipação consegui uma invasão etérea e na fase de ataque
revelei uma garras, não dá para contar com isso sempre.
X PH
Todo torneio enfrento o Paulo, e naquela tarde não foi
diferente. O torneio tinha 8 players, e esta era a terceira e última rodada.
Quem ganhasse garantia o primeiro lugar e a maior quantidade de créditos na
loja, o top 4 decidiria apenas o playmatch.
O meu oponente estava de magia também, ambos sabíamos que a
moeda decidiria muito o rumo da partida. Mais uma vez ganhei na moeda.
Abri com o básico, Mysterio, Estranho e Feiticeira.
Ele revidou bem, com duas invasões secretas ele conseguiu
baixar dois Mysterios (estávamos com 3 em jogo) e Wolverine. Como eu estava com
o Wolverine na mão acabei matando o Wolverine dele e baixando o meu.
Não lembro muito bem como o jogo fluiu, mas ele baixou uma
Feiticeira também, com invasão secreta, hajam invasões! E ele também estava com
a Espiral... a grande esperança dele era conseguir juntar os 3 ninjas do
tentáculo que ele usa, mas um deles acabou caindo na primeira contagem
regressiva. Sorte minha...
Infelizmente jogando mirror e magia, quem começa tem uma
grande vantagem, pois o coração do deck é estar com o trio em jogo, um ou mesmo
apenas dois deles não funciona do mesmo.
Acabei vencendo a partida e garantindo o primeiro lugar para
a divisão da premiação.
TOP 4
X Daniel
O Daniel usa um deck de Omega muito bem montado, sempre que
jogamos são grandes partidas decididas nos detalhes, e esta não foi diferente.
Mais uma vez ganhei no dado e comecei conforme pede o
protocolo.
Ele segurou alguns turnos para acumular e recursos e esperar
vir um sabre (que felizmente não veio), mas resolveu abrir com Omega +
Esconderijo Secreto, algum personagem que não tinha laminas (sei disso porque
ele não conseguiu me dar a garras imoladoras que ele tinha na mão) e
Constritor. Apesar de ter aberto bem o Omega quase virou a partida, consegui dar
uma invasão etérea e uma garras imoladoras nele, mas no turno seguinte ele
estava 100%, nessas horas a reestruturação muscular faz a diferença. Os dois de
escudo do esconderijo secreto mais os personagens dele, a esta altura ele já
tinha colocado um Mercurio também, estava me impedindo de atacar o Omega, e
todo turno era 1 penetrante na preparação. Tive que me virar e gastar todos os
meus ataques no esconderijo secreto para conseguir matar o Omega.
Meu Mysterio já tinha sido morto, mas eu estava segurando
uma garras imoladoras que conseguiu virar o jogo em um dos meus turnos, ai foi
só finalizar. Não lembro muito bem desta partida, mas foi muito mais disputada
do que este pequeno comentário sugere.
X PH
E vamos a final, novamente enfrentando o Paulo. Eu estava
iluminado naquela tarde, ganhei na moeda pela quinta vez em cinco jogos.
Desnecessário comentar sobre a partida, foi muito parecida
com o terceiro jogo, abri com o trio e um dos ninjas dele caiu na contagem
regressiva.
Ai foi só controlar e pegar o playmatch.
Report do Campeão do torneio na loja Magicdomain dia 10/05 e decklist.
By : Unknown
Começo esse report agradecendo aos 9 guerreiros que participaram do torneio e quando me refiro a Guerreiros quero reconhecer a coragem (que infelizmente poucos possuem nesse cardgame tão maravilhoso) de participar dos torneios, contribuindo para o crescimento do mesmo (infelizmente quase sempre são os mesmos que participam do torneio).
Logo na entrada da loja fui surpreendido com esse X-box 360 que foi comprado pela loja para dar de premiação ao 1º colocado do torneio que ocorreu dia 27/04/2014 e teve a participação de 8 guerreiros.
![]() |
| Prêmio sem ganhador |
![]() |
| Adicionar legenda |
Neste momento a sobrevivência do cardgame pode estar em perigo e os únicos que podem ajudar são os guerreiros que participarem dos torneios.
Quanto ao report:
Sem players comparecendo em torneios qualquer informação é desnecessária, quem dirá decklists !!!!
Agradeço a todos os que participaram de torneios até agora e se o BS não der certo (chegar ao nível do Magic) podemos ficar tranquilos que fizemos o nosso melhor.
Regra Alternativa: A Fase de Ajuste
By : Unknown
Este post foi originalmente escrito por Fabian Balbinot para acessá-lo na integra clique aqui.
1. FASE DE CONTAGEM REGRESSIVA
2. FASE DE COMPRA
3. FASE DE PREPARAÇÃO
4. FASE DE AJUSTE
Caso necessário, os ajustes abaixo devem ser cumpridos na seguinte ordem:
1 – Ajuste de Energia: para cada personagem ou suporte que você controlar e que estiver carregando um número de cards maior que sua Energia Inicial, descarregue cards daquele personagem ou suporte até que ele esteja carregando um número de cards igual a sua Energia Inicial;
2 – Ajuste de Mão: se você tiver mais de SETE cards em sua mão, descarte cards até ter exatamente sete cards em sua mão.
5. FASE DE COMBATE
“Por que a fase de ajuste e o descarte acontecem antes da Fase de Combate?”, alguém poderia perguntar. Entre as respostas que poderiam ser oferecidas, convém levar em conta que o poder de Genialidade sempre terá ações e efeitos relacionados em grande parte com a compra e acúmulo de cards na mão dos jogadores, o que poderia ser desvirtuado se esse descarte obrigatório fosse executado após o combate. Desta forma, ações importantes como a dos cards Roubo de Idéias e a famosa Invenção continuam sendo úteis, pois farão efeito após o descarte obrigatório, permitindo um certo acúmulo de cards para jogadores que usarem a Genialidade.
Vale lembrar que, como praticamente todas as fases e etapas do turno de Battle Scenes, a Fase de Ajuste também só acontece para “você”, ou seja, para o jogador que estiver em seu próprio turno. Você tem o hábito de comprar cards fora de seu turno, durante a Etapa de Antecipação do oponente, usando ações como Pensar Rápido ou o novo card de habilidade Discussão Teórica? Sem problemas. Os cards que você acumular fora de seu turno poderão ser usados durante seu próprio turno e Fase de Preparação, permitindo que você encontre algum bom uso para eles, evitando que você seja obrigado a descartá-los logo após tê-los comprado.
Assim como aconteceu nos primórdios de Universo Marvel com as Regras de Compras e Rendição, esta nova Fase de Ajuste é colocada à disposição dos jogadores, e poderá ser livremente usada em torneios.
IMPORTANTE: Também como acontecia na época de Universo Marvel, estas novas regras devem ser amplamente divulgadas e debatidas por todos os participantes de um torneio antes de serem aplicadas àquela disputa. Novas regras servem para melhorar o jogo, e o consenso de todos os participantes de um campeonato sobre suas aplicações pode evitar desavenças entre jogadores e organizadores durante a competição.
1. FASE DE CONTAGEM REGRESSIVA
2. FASE DE COMPRA
3. FASE DE PREPARAÇÃO
4. FASE DE AJUSTE
Caso necessário, os ajustes abaixo devem ser cumpridos na seguinte ordem:
1 – Ajuste de Energia: para cada personagem ou suporte que você controlar e que estiver carregando um número de cards maior que sua Energia Inicial, descarregue cards daquele personagem ou suporte até que ele esteja carregando um número de cards igual a sua Energia Inicial;
2 – Ajuste de Mão: se você tiver mais de SETE cards em sua mão, descarte cards até ter exatamente sete cards em sua mão.
5. FASE DE COMBATE
“Por que a fase de ajuste e o descarte acontecem antes da Fase de Combate?”, alguém poderia perguntar. Entre as respostas que poderiam ser oferecidas, convém levar em conta que o poder de Genialidade sempre terá ações e efeitos relacionados em grande parte com a compra e acúmulo de cards na mão dos jogadores, o que poderia ser desvirtuado se esse descarte obrigatório fosse executado após o combate. Desta forma, ações importantes como a dos cards Roubo de Idéias e a famosa Invenção continuam sendo úteis, pois farão efeito após o descarte obrigatório, permitindo um certo acúmulo de cards para jogadores que usarem a Genialidade.
Vale lembrar que, como praticamente todas as fases e etapas do turno de Battle Scenes, a Fase de Ajuste também só acontece para “você”, ou seja, para o jogador que estiver em seu próprio turno. Você tem o hábito de comprar cards fora de seu turno, durante a Etapa de Antecipação do oponente, usando ações como Pensar Rápido ou o novo card de habilidade Discussão Teórica? Sem problemas. Os cards que você acumular fora de seu turno poderão ser usados durante seu próprio turno e Fase de Preparação, permitindo que você encontre algum bom uso para eles, evitando que você seja obrigado a descartá-los logo após tê-los comprado.
Assim como aconteceu nos primórdios de Universo Marvel com as Regras de Compras e Rendição, esta nova Fase de Ajuste é colocada à disposição dos jogadores, e poderá ser livremente usada em torneios.
IMPORTANTE: Também como acontecia na época de Universo Marvel, estas novas regras devem ser amplamente divulgadas e debatidas por todos os participantes de um torneio antes de serem aplicadas àquela disputa. Novas regras servem para melhorar o jogo, e o consenso de todos os participantes de um campeonato sobre suas aplicações pode evitar desavenças entre jogadores e organizadores durante a competição.
*Fabian Balbinot é o criador de Battle Scenes.
Calendário de Battlescenes para o mês de Junho
By : Unknown
- Horário de Início: 14:00.
- Premiação: Total arrecadado revertido em crédito para os melhores colocados (metade dos jogadores participantes entrarão na zona de premiação). E para os que não estiverem na metade de cima da tabela garantimos um booster para cada e ainda sortearemos 2 cards super raros. ( dependendo do número de jogadores)
NOVIDADE: A partir de Março, os 2 primeiros colocados garantem vaga para uma SUPER FINAL a ser realizada em Novembro somente com os 16 vencedores dos 8 torneios mensais. (Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro)
NOVIDADE: A partir de Março, os 2 primeiros colocados garantem vaga para uma SUPER FINAL a ser realizada em Novembro somente com os 16 vencedores dos 8 torneios mensais. (Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro)
- 14/06 → Domain
- Endereço: Rua Domingos de Morais, 1881 (sobreloja), São Paulo.
- Horário das inscrições: 13:30h
Premiação: Todo o valor arrecadado será revertido em prêmios para os jogadores. A premiação será dividida entre os melhores colocados. PREMIAREMOS COM BOOSTERS
DE PODERES OCULTOS.
- 28/05 → Bazar Magic
- Endereço: Rua Jordânia, 32, 03542-000, São Paulo
- Inscrição: R $ 15,00
- Horário de Início: 16:00.
Campeonato com promo do Homem Aranha e playmat.
Campeonato com promo do Homem Aranha e playmat.
Tag :
Agenda de Torneios
,
Dicas e Conselhos
,
Principais Decks de BS em Poderes Ocultos
By : Atila Ferreira
Olá pessoal!
Este mês o nosso querido jogo completou um ano de vida, e durante boa parte deste período eu tenho participado de torneios, feito grandes partidas, apanhado muito, e tido vez ou outra muita sorte! E devido a todo este tempo jogando e após conversas com uns amigos começamos a perceber algumas coisas que mudaram de abril de 2013 até agora...
A principal delas: desde o lançamento de Poderes Ocultos o jogo realmente está muito mais rápido, algo que foi muito criticado em evolução tática, o segura e baixa a favela desapareceu e agora é usado como estratégia na partida, porém não como uma estratégia do deck. Quer dizer, existem situações durante a partida que pedem uma paciência maior na abertura. Você vai abrir o jogo na hora que você achar certa, mas tenho certeza que a maioria dos jogadores acha que quanto mais cedo essa hora, melhor... Então por isso digo que a favela hoje pode ser usada como estratégia em uma determinada partida, porém duvido muito que aparecerão decks focados em segurar e baixar tudo de uma vez... claro, tirando o de ataque energético, que é feito para contra-atacar...
Bom.. então gostaria de tomar um tempo hoje para dar a minha opinião sobre o cenário competitivo aqui da cidade de SP, pelo menos neste primeiro mês de poderes ocultos. E finalizar comentando sobre os decks mais competitivos do momento...
Não cheguei a nenhuma conclusão por enquanto, especialmente por ser o começo ainda estamos todos testando decks e estratégias, mas de bate pronto eu digo a vocês que muita coisa mudou de Evolução Tática para cá. Um dos principais decks da coleção passada, o The Wall, perdeu bastante força - aliás, na coleção passada ele já estava sofrendo umas mudanças, aquela estratégia de segurar e baixar tudo de uma vez já estava ficando obsoleta. Nno começo deste ano muita gente jogava com este deck + genialidade e topeira para baixar logo e criar um ambiente inóspito para o oponente, com diversas antecipações, para quando o cara baixar levar na antecipação e finalizar na preparação com Loki, Mercurio, garras imoladoras, etc.
Em ET, fora as diversas combinações de ataque a distância, agilidade e garras, no máximo você via um outro deck competitivo: Raio com concentrar poder. Os outros não eram tão eficientes quanto estes.
Mas e Poderes Ocultos?
Uma coisa legal foi que outros decks estão aparecendo e jogando muito bem! E aqueles decks que esperam para baixar estão se dando muito mal...
O principal deck nas primeiras semanas foi magia + agilidade.
Uma abertura comum era mysterio + convocar reforços = feiticeira escarlate e dr. estranho. E ai fica dificil de jogar contra... A Feiticeira Escarlate antecipando e trazendo cenários, o Dr. Estranho comprando carta e arrumando o topo do deck, deixando os invasões etereas no jeito para quando o oponente baixar apanhar bastante...
Nos primeiros dois ou três torneios que tivemos por aqui os decks de magia arrasaram.
Mas as semanas foram passando e as pessoas, ou cansaram de magia ou acharam um deck caro para se montar, e novos decks foram aparecendo... o Omega Deck (ou Omega Rolex) já é uma realidade, pelo menos por aqui, e é dificil de ser batido... O Omega batendo 1 penetrante toda preparação, as reestruturações moleculares recuperando tudo que der, fora os esconderijos secretos da vida que deixam os Omegas e Carnificinas da vida ainda mais dificeis de se derrubar... É uma guerra para derrubar um destes grandões, imagina a dificuldade para se conseguir 15 pontos.
Há dois sábados tivemos um inédito deck de shield, idealizado pelo nosso amigo Rodrigo, que jogou bem demais.... nas semifinais ele acabou sendo batido por um deck de Impeto (Concentrar poder), mas o deck era muito legal, enchia a mesa muito rápido com os agentes, maria hill, capitão américa, soldado invernal, justiceiro... e capacitação não faltava para lançar misseis o tempo todo, o deck era muito sólido, tinha ótimas defesas para usar na antecipação, tinha dano na preparação e batia forte com o capitão e os carros da shield na fase de combate.
Ainda temos surgindo por aí um outro deck por enquanto pouco visto nos torneios, o Rolex. O deck foca no ataque na preparação (Relógio), porém sem deixar de lado as fortes antecipações. Se você deixar o cara abrir uma boa mesa antes de vocês acredito que seja quase 0 sua chance de vitória, ele vai te bater quando você entrar (antecipação), e na preparação dele... Eaí como faz para fugir? Só abrindo a mesa antes...
E não podemos deixar de lado a versão 2.0 do deck de Ímpeto. Surgiram diversas cartas, como o rompante de poder, o Raio Negro e Motoqueiro Fantasma que agregaram bastante ao deck, que já era bom!
Então temos ai pelo menos 5 decks muito competitivos e que já provaram seu valor na hora H, e com certeza novos decks e estratégias virão. Então o que definirá a vitória? Os detalhes: o jogador mais atento, com mais sorte, o mais paciente...
A partir de agora todos precisamos ter em mente que precisamos ser ágeis e precisos na abertura da mesa, porém sem deixar de lado a estratégia proposta para a partida, afinal cada partida é uma partida e você vai jogar de acordo com o deck do seu oponente, e é aí que precisamos ter cuidado.
E aproveitando que falamos os principais decks que surgiram aqui no último mês, que tal traçarmos um perfil de jogo para cada deck e seus pontos fortes e fracos?
Magia
Sou meio suspeito para falar, tenho jogado de magia desde que saiu a expansão e gostei bastante, tentei montar algo de Ímpeto e outro com a idéia do Rolex, mas acho que esse daqui se adequou melhor ao meu estilo de jogar.
Porém de todos os decks ele é o que mais depende do mysterio (afinal 75% dos decks hoje em dia dependem um pouquinho do mysterio). Esta é uma de suas principais fraquezas, porém também acho que ele sofre demais quando joga contra personagens muito pesados, quase todas as vezes que joguei contra decks de Omega Red, por exemplo, eu perdi, algumas feio e outras por detalhes, mas a falta de antecipações em massa e a constante recuperação do outro lado atrapalha muito, fica muito dependente de aparecer invasões etéreas na clarividência e dos garras imoladoras que o mysterio puxa.
Este deck também tem personagens muito pequenos, o que agiliza a entrada deles em cena, mas deixa o deck vulnerável para um de seus maiores predadores: Os deck de Ímpeto, um rompante de energia ou uma onda de energia e você pode começar a chorar, ai você começa a depender bastante da sorte, depende de vir as invasões etéreas na clarividência, ai não tem santo ou planar invisível que resolva, mas não dá para contar sempre com isso.
Mas nem só de coisas ruins vive este deck, como falei o deck é rápido demais, no primeiro turno normalmente você consegue o trio ternura (Estranho, Feiticeira Escarlate e Mysterio), mas aconselho a não ser uma máxima sempre sair com os 3, dependendo dos recursos do oponente você pode trocar a feiticeira pelo Treinador, e isso é altamente recomendável se você sabe que o seu oponente usa este cara, porque você não quer ver ele entrando e te arrebentando na preparação. Outra boa troca é abrir a mesa com a Espiral ou o Wolverine... mas é isso, não vou me estender ainda mais nisso, o importante é saber usar este deck de forma adequada a situação e não montar uma receita de bolo.
Se você quiser se dar bem jogando de magia você precisa ter muito controle sobre o deck, treinar muito e perder diversas partidas, porque é assim que conseguirá entender melhor os pontos fracos e fortes do deck e o jogo será muito mais natural, acredito que este seja um dos decks mais dificeis de se jogar desta coleção, demanda muita análise da situação do jogo e você sempre tem muitas escolhas para fazer, então fica fácil você se perder no jogo e um erro, por mais simples que seja, pode custar o jogo.
Todo personagem do deck é autossuficiente, se entrarem com lança misseis e metralhadoras, ótimo, se não, tudo bem. A idéia é abrir o jogo sempre primeiro e manter todos os personagens bem capacitados, para quando o oponente entrar em cena você bater bastante na preparação, sem dar chances para ele se recuperar do baque.
Vejo como a principal fraqueza do deck a falta de compras, consequentemente de capacitações e consequentemente a capacidade de manter personagens entrando em cena. Por isso acho que este deck é muito forte no early game (começo do jogo) e conforme o jogo vai se desenvolvendo ele vai perdendo força, então se você conseguir segurar este deck por uns turnos acho que seja possível virar o jogo, porque no começo esse deck é muito agressivo, principalmente se sair uma boa mão. Como este deck depende dos ataques imprevistos para vencer, não pode segurar e baixar diversos personagens de uma vez, se faz necessário abrir a mesa rápido para ganhar a vantagem do campo.
Como eu disse, o deck promete - já mostrou resultados vencendo o único campeonato que disputou na Domain este mês, espero ver ele em outros campeonatos.
E a minha opinião sobre o deck?
Ele é foda.. rs
Eu só dei valor para a reestruturação molecular depois de levar um baile dela. O Omega dando um penetrante toda preparação (2 com "À espreita"), e o pior de tudo, já começa a sacanagem no turno que ele entra. Tem o constrictor batendo na preparação também, o Carnificina antecipando e se recuperando, e ainda por cima o Mysterio, buscando o cenário que quiser todo turno.
Dificil segurar, o deck constrói a mesa muito rápido (por deck leia-se Mysterio) e é dificil contra-atacar e manter-se vivo para contar história.
Porém acho que o deck é muito pesado, a abertura principal, que seria um mysterio, constrictor e omega custa 11 recursos... muita carta, e ainda temos o Lagarto e Carnificina que também tem custo 5... além de ser dificil de colocar em cena é muito premio para o oponente.
Vejo ele como uma das promessas desta coleção, acho que ainda pode ser melhorado, mas já mostrou bons resultados como a vitória no torneio da hot do mês de abril.
Se colocarmos 10 pessoas para montar um deck de shield acho dificil sairem 3 competitivos, então parabéns ao Rodrigo mais uma vez que achou o equilibrio necessário no deck e a tendência é melhorar o deck aos poucos e ele dar cada vez mais trabalho! Estamos esperando a lista ai...
Vejo dois pontos principais neste deck, o bom é que ele é muito rápido, personagens com custo muito baixo e com muitas capacitações livres (Maria Hill e Capitão América), porém por outro lado o deck é muito fragil para dano em área, sendo uma presa fácil para ondas de choque e energia.
Porém o que fica de lição é que novos decks estão surgindo e tudo depende do jogador, ou como o pessoal vem dizendo, do piloto. Pilotar o deck da melhor maneira possível, cometendo o mínimo possível de erros é a chave do sucesso. Mas vamos lembrar sempre de montar bem o deck, e priorizar o que precisa ser utilizado, não o que achamos legal usar - pelo menos em cenários competitivos.
Não vejo muitas saídas para escapar de umas ondas de energia na cara, porque os benditos "planar invisível", "fogo cruzado", "sem trégua" e agora "a essência do medo" fazem a diferença a favor desse deck, sem contar as armadilhas reforçadas e máquinas de bloqueio mental que atrapalham todo seu possível contra-ataque.
O Raio Negro e Motoqueiro Fantasma foram as grande aquisições do deck com a chegada de "Poderes Ocultos", e com escudos altos e e o ímpeto concedido pelo concentrar poder podem fazer um estrago na partida.
A grande vantagem deste deck é não depender de começar o jogo para vencer a partida e não depender de um personagem especifico, é só esperar o concentrar poder cair nos recursos e correr para o abraço. Mas em contrapartida, o problema do deck é depender da sorte de estar com algumas cartas na mão antes de poder sair batendo em todo mundo: armadilha reforçada, máquina de bloqueio mental, a essência do medo, fogo cruzado, etc..
Considerando o lado bom e o lado ruim do deck, chego a conclusão que eu não usaria o deck, porque uma mão ruim acaba com o jogo a seu favor, mas uma razoável, com quem sabe usar o deck é letal.
Então é isso galera! E vocês, qual deck acham que vai jogar muito nesta coleção?
Até mais! Nos encontramos nos torneios por aí.... e já que por enquanto o jogo pede, que a sorte (da moeda) esteja com vocês.
Abraços!
Este mês o nosso querido jogo completou um ano de vida, e durante boa parte deste período eu tenho participado de torneios, feito grandes partidas, apanhado muito, e tido vez ou outra muita sorte! E devido a todo este tempo jogando e após conversas com uns amigos começamos a perceber algumas coisas que mudaram de abril de 2013 até agora...
A principal delas: desde o lançamento de Poderes Ocultos o jogo realmente está muito mais rápido, algo que foi muito criticado em evolução tática, o segura e baixa a favela desapareceu e agora é usado como estratégia na partida, porém não como uma estratégia do deck. Quer dizer, existem situações durante a partida que pedem uma paciência maior na abertura. Você vai abrir o jogo na hora que você achar certa, mas tenho certeza que a maioria dos jogadores acha que quanto mais cedo essa hora, melhor... Então por isso digo que a favela hoje pode ser usada como estratégia em uma determinada partida, porém duvido muito que aparecerão decks focados em segurar e baixar tudo de uma vez... claro, tirando o de ataque energético, que é feito para contra-atacar...
Bom.. então gostaria de tomar um tempo hoje para dar a minha opinião sobre o cenário competitivo aqui da cidade de SP, pelo menos neste primeiro mês de poderes ocultos. E finalizar comentando sobre os decks mais competitivos do momento...
Não cheguei a nenhuma conclusão por enquanto, especialmente por ser o começo ainda estamos todos testando decks e estratégias, mas de bate pronto eu digo a vocês que muita coisa mudou de Evolução Tática para cá. Um dos principais decks da coleção passada, o The Wall, perdeu bastante força - aliás, na coleção passada ele já estava sofrendo umas mudanças, aquela estratégia de segurar e baixar tudo de uma vez já estava ficando obsoleta. Nno começo deste ano muita gente jogava com este deck + genialidade e topeira para baixar logo e criar um ambiente inóspito para o oponente, com diversas antecipações, para quando o cara baixar levar na antecipação e finalizar na preparação com Loki, Mercurio, garras imoladoras, etc.
Em ET, fora as diversas combinações de ataque a distância, agilidade e garras, no máximo você via um outro deck competitivo: Raio com concentrar poder. Os outros não eram tão eficientes quanto estes.
Mas e Poderes Ocultos?
Uma coisa legal foi que outros decks estão aparecendo e jogando muito bem! E aqueles decks que esperam para baixar estão se dando muito mal...
O principal deck nas primeiras semanas foi magia + agilidade.
Uma abertura comum era mysterio + convocar reforços = feiticeira escarlate e dr. estranho. E ai fica dificil de jogar contra... A Feiticeira Escarlate antecipando e trazendo cenários, o Dr. Estranho comprando carta e arrumando o topo do deck, deixando os invasões etereas no jeito para quando o oponente baixar apanhar bastante...
Nos primeiros dois ou três torneios que tivemos por aqui os decks de magia arrasaram.
Mas as semanas foram passando e as pessoas, ou cansaram de magia ou acharam um deck caro para se montar, e novos decks foram aparecendo... o Omega Deck (ou Omega Rolex) já é uma realidade, pelo menos por aqui, e é dificil de ser batido... O Omega batendo 1 penetrante toda preparação, as reestruturações moleculares recuperando tudo que der, fora os esconderijos secretos da vida que deixam os Omegas e Carnificinas da vida ainda mais dificeis de se derrubar... É uma guerra para derrubar um destes grandões, imagina a dificuldade para se conseguir 15 pontos.
Há dois sábados tivemos um inédito deck de shield, idealizado pelo nosso amigo Rodrigo, que jogou bem demais.... nas semifinais ele acabou sendo batido por um deck de Impeto (Concentrar poder), mas o deck era muito legal, enchia a mesa muito rápido com os agentes, maria hill, capitão américa, soldado invernal, justiceiro... e capacitação não faltava para lançar misseis o tempo todo, o deck era muito sólido, tinha ótimas defesas para usar na antecipação, tinha dano na preparação e batia forte com o capitão e os carros da shield na fase de combate.
Ainda temos surgindo por aí um outro deck por enquanto pouco visto nos torneios, o Rolex. O deck foca no ataque na preparação (Relógio), porém sem deixar de lado as fortes antecipações. Se você deixar o cara abrir uma boa mesa antes de vocês acredito que seja quase 0 sua chance de vitória, ele vai te bater quando você entrar (antecipação), e na preparação dele... Eaí como faz para fugir? Só abrindo a mesa antes...
E não podemos deixar de lado a versão 2.0 do deck de Ímpeto. Surgiram diversas cartas, como o rompante de poder, o Raio Negro e Motoqueiro Fantasma que agregaram bastante ao deck, que já era bom!
Então temos ai pelo menos 5 decks muito competitivos e que já provaram seu valor na hora H, e com certeza novos decks e estratégias virão. Então o que definirá a vitória? Os detalhes: o jogador mais atento, com mais sorte, o mais paciente...
A partir de agora todos precisamos ter em mente que precisamos ser ágeis e precisos na abertura da mesa, porém sem deixar de lado a estratégia proposta para a partida, afinal cada partida é uma partida e você vai jogar de acordo com o deck do seu oponente, e é aí que precisamos ter cuidado.
E aproveitando que falamos os principais decks que surgiram aqui no último mês, que tal traçarmos um perfil de jogo para cada deck e seus pontos fortes e fracos?
Magia
Sou meio suspeito para falar, tenho jogado de magia desde que saiu a expansão e gostei bastante, tentei montar algo de Ímpeto e outro com a idéia do Rolex, mas acho que esse daqui se adequou melhor ao meu estilo de jogar.
Porém de todos os decks ele é o que mais depende do mysterio (afinal 75% dos decks hoje em dia dependem um pouquinho do mysterio). Esta é uma de suas principais fraquezas, porém também acho que ele sofre demais quando joga contra personagens muito pesados, quase todas as vezes que joguei contra decks de Omega Red, por exemplo, eu perdi, algumas feio e outras por detalhes, mas a falta de antecipações em massa e a constante recuperação do outro lado atrapalha muito, fica muito dependente de aparecer invasões etéreas na clarividência e dos garras imoladoras que o mysterio puxa.
Este deck também tem personagens muito pequenos, o que agiliza a entrada deles em cena, mas deixa o deck vulnerável para um de seus maiores predadores: Os deck de Ímpeto, um rompante de energia ou uma onda de energia e você pode começar a chorar, ai você começa a depender bastante da sorte, depende de vir as invasões etéreas na clarividência, ai não tem santo ou planar invisível que resolva, mas não dá para contar sempre com isso.
Mas nem só de coisas ruins vive este deck, como falei o deck é rápido demais, no primeiro turno normalmente você consegue o trio ternura (Estranho, Feiticeira Escarlate e Mysterio), mas aconselho a não ser uma máxima sempre sair com os 3, dependendo dos recursos do oponente você pode trocar a feiticeira pelo Treinador, e isso é altamente recomendável se você sabe que o seu oponente usa este cara, porque você não quer ver ele entrando e te arrebentando na preparação. Outra boa troca é abrir a mesa com a Espiral ou o Wolverine... mas é isso, não vou me estender ainda mais nisso, o importante é saber usar este deck de forma adequada a situação e não montar uma receita de bolo.
Se você quiser se dar bem jogando de magia você precisa ter muito controle sobre o deck, treinar muito e perder diversas partidas, porque é assim que conseguirá entender melhor os pontos fracos e fortes do deck e o jogo será muito mais natural, acredito que este seja um dos decks mais dificeis de se jogar desta coleção, demanda muita análise da situação do jogo e você sempre tem muitas escolhas para fazer, então fica fácil você se perder no jogo e um erro, por mais simples que seja, pode custar o jogo.
Rolex
Deck criado pelo Paulo Henrique, que visa finalizar a partida na preparação, abusando de ataques imprevistos. O deck ao contrário do quese parece vendo a lista não é um The Wall renovado. O estilo de jogo é totalmente diferente e acho que este deck será o 2º melhor em pouco tempo, só falta os jogadores que o utilizam encaixarem melhor as cartas e encontrarem os padrões de jogo.
Todo personagem do deck é autossuficiente, se entrarem com lança misseis e metralhadoras, ótimo, se não, tudo bem. A idéia é abrir o jogo sempre primeiro e manter todos os personagens bem capacitados, para quando o oponente entrar em cena você bater bastante na preparação, sem dar chances para ele se recuperar do baque.
Vejo como a principal fraqueza do deck a falta de compras, consequentemente de capacitações e consequentemente a capacidade de manter personagens entrando em cena. Por isso acho que este deck é muito forte no early game (começo do jogo) e conforme o jogo vai se desenvolvendo ele vai perdendo força, então se você conseguir segurar este deck por uns turnos acho que seja possível virar o jogo, porque no começo esse deck é muito agressivo, principalmente se sair uma boa mão. Como este deck depende dos ataques imprevistos para vencer, não pode segurar e baixar diversos personagens de uma vez, se faz necessário abrir a mesa rápido para ganhar a vantagem do campo.
Como eu disse, o deck promete - já mostrou resultados vencendo o único campeonato que disputou na Domain este mês, espero ver ele em outros campeonatos.
Omega Rolex
Como nosso amigo e idealizador do deck fez um post falando exclusivamente deste deck não vou me ater muito ao seu funcionamento, caso queiram saber mais recomendo, e muito, a leitura do post (para quem não leu):, é só clicar aqui.
E a minha opinião sobre o deck?
Ele é foda.. rs
Eu só dei valor para a reestruturação molecular depois de levar um baile dela. O Omega dando um penetrante toda preparação (2 com "À espreita"), e o pior de tudo, já começa a sacanagem no turno que ele entra. Tem o constrictor batendo na preparação também, o Carnificina antecipando e se recuperando, e ainda por cima o Mysterio, buscando o cenário que quiser todo turno.
Dificil segurar, o deck constrói a mesa muito rápido (por deck leia-se Mysterio) e é dificil contra-atacar e manter-se vivo para contar história.
Porém acho que o deck é muito pesado, a abertura principal, que seria um mysterio, constrictor e omega custa 11 recursos... muita carta, e ainda temos o Lagarto e Carnificina que também tem custo 5... além de ser dificil de colocar em cena é muito premio para o oponente.
Vejo ele como uma das promessas desta coleção, acho que ainda pode ser melhorado, mas já mostrou bons resultados como a vitória no torneio da hot do mês de abril.
Shield?
Este deck foi a revelação do torneio que tivemos na HotYugioh em abril, rápido e letal, com personagens bem pequenos e com muito poder de fogo tanto na antecipação quanto na preparação este deck conseguiu um expressivo 4 vitórias e 0 derrotas no torneio, infelizmente sendo derrotado na semi por um deck de Raio, afinal nem sempre vem tudo e não há agente shield que sobreviva a onda de energia.
Se colocarmos 10 pessoas para montar um deck de shield acho dificil sairem 3 competitivos, então parabéns ao Rodrigo mais uma vez que achou o equilibrio necessário no deck e a tendência é melhorar o deck aos poucos e ele dar cada vez mais trabalho! Estamos esperando a lista ai...
Vejo dois pontos principais neste deck, o bom é que ele é muito rápido, personagens com custo muito baixo e com muitas capacitações livres (Maria Hill e Capitão América), porém por outro lado o deck é muito fragil para dano em área, sendo uma presa fácil para ondas de choque e energia.
Porém o que fica de lição é que novos decks estão surgindo e tudo depende do jogador, ou como o pessoal vem dizendo, do piloto. Pilotar o deck da melhor maneira possível, cometendo o mínimo possível de erros é a chave do sucesso. Mas vamos lembrar sempre de montar bem o deck, e priorizar o que precisa ser utilizado, não o que achamos legal usar - pelo menos em cenários competitivos.
Raio
Acho este o deck a ser batido. Em evolução tática ele era bom, mas agora ele é ótimo.
Não vejo muitas saídas para escapar de umas ondas de energia na cara, porque os benditos "planar invisível", "fogo cruzado", "sem trégua" e agora "a essência do medo" fazem a diferença a favor desse deck, sem contar as armadilhas reforçadas e máquinas de bloqueio mental que atrapalham todo seu possível contra-ataque.
O Raio Negro e Motoqueiro Fantasma foram as grande aquisições do deck com a chegada de "Poderes Ocultos", e com escudos altos e e o ímpeto concedido pelo concentrar poder podem fazer um estrago na partida.
A grande vantagem deste deck é não depender de começar o jogo para vencer a partida e não depender de um personagem especifico, é só esperar o concentrar poder cair nos recursos e correr para o abraço. Mas em contrapartida, o problema do deck é depender da sorte de estar com algumas cartas na mão antes de poder sair batendo em todo mundo: armadilha reforçada, máquina de bloqueio mental, a essência do medo, fogo cruzado, etc..
Considerando o lado bom e o lado ruim do deck, chego a conclusão que eu não usaria o deck, porque uma mão ruim acaba com o jogo a seu favor, mas uma razoável, com quem sabe usar o deck é letal.
Então é isso galera! E vocês, qual deck acham que vai jogar muito nesta coleção?
Até mais! Nos encontramos nos torneios por aí.... e já que por enquanto o jogo pede, que a sorte (da moeda) esteja com vocês.
Abraços!
Report: Torneio 19/04, Hot YuGiOh
By : Daniel Bastos
Olá a todos!
Sou o novo autor do blog, Daniel Bastos, e esse é o meu report sobre o torneio de 19/04, sediado na Hot YuGiOh, em São Paulo. Antes, quero agradecer a todos os que prestigiaram a postagem do decklist Ômega Rolex, protagonista também deste report.
Esse torneio marca exatamente um mês da minha entrada na cena competitiva de BS, aonde já fiz boas amizades e rivalidades, e foi uma excelente experiência que me ensinou muitos truques novos e me orientou com clareza sobre o andamento do ambiente que está se formando em Poderes Ocultos.
O deck escolhido é um misto de Omega deck e Rolex (Ações Imprevistas), que eu montei como forma de responder à agressividade do meta atual, aonde a iniciativa fala mais alto. Em sua primeira incursão competitiva, ele enfrentou praticamente todos os decks que se sobresaíram em ET e PO, com resultados satisfatórios. Clique aqui para a lista completa com detalhes.
Segue o report abaixo:
vs Douglas Colombo (The Wall)
Não basta ser o oponente que eu enfrentei mais vezes em torneio até o momento (já são quatro confrontos), tem que estrear o torneio comigo. Ganhei a iniciativa e abri com a boa e velha Exclamação de Athena (vulgo abertura Power), Mystério/Constritor/Ômega. Meu oponente não fez nada em seu turno e eu respondi no turno seguinte com Super Plano de Dominação e dois Roubos de Idéias. Sem alternativas, meu oponente veio para o jogo e perdeu os personagens que colocou no turno seguinte. Jogo encerrado pouco tempo depois.
Nota: apesar de excelente jogador, meu oponente veio ao torneio com um deck levemente desatualizado e eu gostaria de declarar meu respeito a ele por se aventurar de qualquer forma. 1-0
vs Felipe Ferrari (Lâminas)
Ele ganhou a iniciativa e abriu com Wolverine. Entrei com Mystério e Constritor, tomei controle da mesa e ele desceu Medula. Ômega entrou em jogo junto com Toupeira Mecânica, depois Treinador e a partida foi ganha alguns turnos depois com meu oponente sem recursos. Uma partida curta, mas de atrito direto e quase ininterrupto. 2-0
vs André Ferreira (Ataque à Distância)
Meu oponente ganhou a iniciativa e desceu apenas três recursos de Ataque à Distância. Com a possibilidade de Exclamação na mão, me precipitei e descartei quase tudo. Ele desceu Mystério com os três recursos e trancou meu jogo. Fiquei sem ações e perdi o jogo sem poder fazer nada. Muitas lições aprendidas. 2-1
vs P.H. Farias (Energético)
Rodada final para definir o Top4 e o último campeão no meu caminho. Alegria. Só que ao contrário.
Ele ganhou a iniciativa e abriu com Dr. Destino. Exclamação, Mystério e Constritor entraram em jogo no meu turno com a missão ingrata de derrubar o Destino antes que ele fizesse o jogo do meu oponente rodar. No turno seguinte, um Plano Maligno infrutífero resultou em um milagre: Ômega e Treinador em jogo, exatos 9 pontos de dano e um Destino nos meus prêmios, em uma demonstração impressionante de força desse deck.
Meu oponente ficou dois turnos inativo e eu coloquei Super Plano de Dominação na mesa, recuperando recursos na mão. Meu oponente se livrou do Mystério na primeira oportunidade com Tocha Humana e Máquina de Combate, mas havia outro em minha mão, prontamente colocado em cena. Controlei a mesa dele no turno seguinte e moderei o jogo até a vitória. 3-1
vs Átila Ferreira (Magia)
Perdi a iniciativa e me lembrei da minha derrota. Segurei os recursos na mão e tomei a Exclamação Magia, Mystério/Estranho/Feiticeira. O plano de jogo passou a ser o Ímpeto, mas meu oponente controlava seu jogo com Clarividência. Abri com violência, usando Ômega/Carnificina/Treinador e tirei a Feiticeira de jogo na primeira oportunidade. Meu oponente respondeu com Portal/Garras, tirando meu Ômega de jogo. Comprei um segundo Ômega e fui pro ataque. À essa altura, meu oponente já tinha uma mesa com Estranho, Mystério, Magia e Espiral. Tirei o Mystério de jogo, mas havia outro em sua mão e ele respondeu tirando meu segundo Ômega de jogo. À beira da derrota, comprei Esconderijo Secreto e escondi o Carnificina. Meu oponente rendeu o Estranho em busca de opções de ataque e derrubou o Treinador. No ataque que encerraria o jogo, ele se deparou com o Esconderijo e o Carnificina sobreviveu, mesmo vítima de um segundo Garras Imoladoras. Com um último turno e basicamente sem esperanças, respirei fundo e comprei a carta: Convocar Reforços. Esvaziei a mão do jeito que deu e fui buscar o terceiro Ômega junto a um Treinador. As permutações que os dois trouxeram de volta pro jogo realocaram meus recursos com o poder de fogo necessário para que o ataque subsequente com Ímpeto fosse o suficiente para vencer milagrosamente o jogo e me garantir na final. Provavelmente esse foi o jogo mais difícil que eu já joguei em BS. 4-1
vs P.H. Farias (Energético)
Ganhei a iniciativa na final e abri de Exclamação. Meu oponente, esperando isso, abriu o jogo de maneira inédita: manteve todas as cartas iniciais na mão.
Segui meu plano de jogo e chamei Super Plano pra garantir recursos. Pouco depois, meu oponente abriu com Máquina de Bloqueio Mental e ataques, mas sem Fogo Cruzado. Antecipei o suficiente para segurar o ímpeto, mas tomei uma Supernova e busquei dano máximo no meu turno, nocauteando para 11 pontos e cansando os personagens de acordo.
No turno seguinte, rendi meu Constritor para comprar o Ômega e recapacitei o Treinador em 2 (descartando outro da minha mão) para encerrar o jogo e o torneio. 5-1
O resultado final foi muito positivo, trazendo-me rodagem com o recém-criado deck e a bem-vinda premiação, além da satisfação pessoal de estar no caminho certo mesmo com pouco tempo de jogo, mas algumas reservas permanecem e eu tive a oportunidade de me testar durante a semana seguinte contra o parceiro de treinos e revelação do torneio, Rodrigo Siqueira, o que me permite uma nova leitura do ambiente que talvez contradiga um pouco a experiência proporcionada neste torneio.
Sou o novo autor do blog, Daniel Bastos, e esse é o meu report sobre o torneio de 19/04, sediado na Hot YuGiOh, em São Paulo. Antes, quero agradecer a todos os que prestigiaram a postagem do decklist Ômega Rolex, protagonista também deste report.
Esse torneio marca exatamente um mês da minha entrada na cena competitiva de BS, aonde já fiz boas amizades e rivalidades, e foi uma excelente experiência que me ensinou muitos truques novos e me orientou com clareza sobre o andamento do ambiente que está se formando em Poderes Ocultos.
O deck escolhido é um misto de Omega deck e Rolex (Ações Imprevistas), que eu montei como forma de responder à agressividade do meta atual, aonde a iniciativa fala mais alto. Em sua primeira incursão competitiva, ele enfrentou praticamente todos os decks que se sobresaíram em ET e PO, com resultados satisfatórios. Clique aqui para a lista completa com detalhes.
Segue o report abaixo:
vs Douglas Colombo (The Wall)
Não basta ser o oponente que eu enfrentei mais vezes em torneio até o momento (já são quatro confrontos), tem que estrear o torneio comigo. Ganhei a iniciativa e abri com a boa e velha Exclamação de Athena (vulgo abertura Power), Mystério/Constritor/Ômega. Meu oponente não fez nada em seu turno e eu respondi no turno seguinte com Super Plano de Dominação e dois Roubos de Idéias. Sem alternativas, meu oponente veio para o jogo e perdeu os personagens que colocou no turno seguinte. Jogo encerrado pouco tempo depois.
Nota: apesar de excelente jogador, meu oponente veio ao torneio com um deck levemente desatualizado e eu gostaria de declarar meu respeito a ele por se aventurar de qualquer forma. 1-0
vs Felipe Ferrari (Lâminas)
Ele ganhou a iniciativa e abriu com Wolverine. Entrei com Mystério e Constritor, tomei controle da mesa e ele desceu Medula. Ômega entrou em jogo junto com Toupeira Mecânica, depois Treinador e a partida foi ganha alguns turnos depois com meu oponente sem recursos. Uma partida curta, mas de atrito direto e quase ininterrupto. 2-0
vs André Ferreira (Ataque à Distância)
Meu oponente ganhou a iniciativa e desceu apenas três recursos de Ataque à Distância. Com a possibilidade de Exclamação na mão, me precipitei e descartei quase tudo. Ele desceu Mystério com os três recursos e trancou meu jogo. Fiquei sem ações e perdi o jogo sem poder fazer nada. Muitas lições aprendidas. 2-1
vs P.H. Farias (Energético)
Rodada final para definir o Top4 e o último campeão no meu caminho. Alegria. Só que ao contrário.
Ele ganhou a iniciativa e abriu com Dr. Destino. Exclamação, Mystério e Constritor entraram em jogo no meu turno com a missão ingrata de derrubar o Destino antes que ele fizesse o jogo do meu oponente rodar. No turno seguinte, um Plano Maligno infrutífero resultou em um milagre: Ômega e Treinador em jogo, exatos 9 pontos de dano e um Destino nos meus prêmios, em uma demonstração impressionante de força desse deck.
Meu oponente ficou dois turnos inativo e eu coloquei Super Plano de Dominação na mesa, recuperando recursos na mão. Meu oponente se livrou do Mystério na primeira oportunidade com Tocha Humana e Máquina de Combate, mas havia outro em minha mão, prontamente colocado em cena. Controlei a mesa dele no turno seguinte e moderei o jogo até a vitória. 3-1
vs Átila Ferreira (Magia)
Perdi a iniciativa e me lembrei da minha derrota. Segurei os recursos na mão e tomei a Exclamação Magia, Mystério/Estranho/Feiticeira. O plano de jogo passou a ser o Ímpeto, mas meu oponente controlava seu jogo com Clarividência. Abri com violência, usando Ômega/Carnificina/Treinador e tirei a Feiticeira de jogo na primeira oportunidade. Meu oponente respondeu com Portal/Garras, tirando meu Ômega de jogo. Comprei um segundo Ômega e fui pro ataque. À essa altura, meu oponente já tinha uma mesa com Estranho, Mystério, Magia e Espiral. Tirei o Mystério de jogo, mas havia outro em sua mão e ele respondeu tirando meu segundo Ômega de jogo. À beira da derrota, comprei Esconderijo Secreto e escondi o Carnificina. Meu oponente rendeu o Estranho em busca de opções de ataque e derrubou o Treinador. No ataque que encerraria o jogo, ele se deparou com o Esconderijo e o Carnificina sobreviveu, mesmo vítima de um segundo Garras Imoladoras. Com um último turno e basicamente sem esperanças, respirei fundo e comprei a carta: Convocar Reforços. Esvaziei a mão do jeito que deu e fui buscar o terceiro Ômega junto a um Treinador. As permutações que os dois trouxeram de volta pro jogo realocaram meus recursos com o poder de fogo necessário para que o ataque subsequente com Ímpeto fosse o suficiente para vencer milagrosamente o jogo e me garantir na final. Provavelmente esse foi o jogo mais difícil que eu já joguei em BS. 4-1
vs P.H. Farias (Energético)
Ganhei a iniciativa na final e abri de Exclamação. Meu oponente, esperando isso, abriu o jogo de maneira inédita: manteve todas as cartas iniciais na mão.
Segui meu plano de jogo e chamei Super Plano pra garantir recursos. Pouco depois, meu oponente abriu com Máquina de Bloqueio Mental e ataques, mas sem Fogo Cruzado. Antecipei o suficiente para segurar o ímpeto, mas tomei uma Supernova e busquei dano máximo no meu turno, nocauteando para 11 pontos e cansando os personagens de acordo.
No turno seguinte, rendi meu Constritor para comprar o Ômega e recapacitei o Treinador em 2 (descartando outro da minha mão) para encerrar o jogo e o torneio. 5-1
O resultado final foi muito positivo, trazendo-me rodagem com o recém-criado deck e a bem-vinda premiação, além da satisfação pessoal de estar no caminho certo mesmo com pouco tempo de jogo, mas algumas reservas permanecem e eu tive a oportunidade de me testar durante a semana seguinte contra o parceiro de treinos e revelação do torneio, Rodrigo Siqueira, o que me permite uma nova leitura do ambiente que talvez contradiga um pouco a experiência proporcionada neste torneio.
Apesar das duas vitórias contra o deck Energético, não acredito que o Ômega Rolex tenha alguma vantagem significativa sobre o mesmo, ao menos em seu estado bruto. Algumas novas opções deixaram esse deck muito mais confiável e surpreendente, o que se provou difícil de superar durante testes posteriores, fazendo-me crer que este será o deck a se sobressair nas próximas incursões. O grande problema para outros pilotos é que customizar alternativas contra o deck Energético significa enfraquecer o deck de maneira geral contra outros tipos, muito como acontecia com o The Wall. Será preciso criatividade de quem pensa em se proteger.
Magia revelou sua grande fraqueza: a falta de Ações Imprevistas ofensivas. Não ter essa opção dá a oportunidade a decks que tenham a iniciativa ou que virem o controle da mesa de conter parte do poderio ofensivo de Dr. Estranho e cia. antes que os danos sejam irreparáveis e restabelecer o controle durante sua própria fase de Preparação (abro parênteses aqui pois já joguei contra decks de Magia que levam Treinador como alternativa). Somada à errata referente aos efeitos de Clarividência publicada recentemente, essa particularidade pode reduzir a quantidade de pilotos dispostos a ostentar Magia por ora, mas ainda mantenho minha opinião de que é um dos decks favoritos a títulos no meta atual.
The Wall, conforme eu mencionei na postagem do decklist Ômega Rolex, será extinto, tornando-se o Rolex. Peças de reposição à parte (ex: Mystério, Treinador, Mística), o esqueleto é praticamente o mesmo. Pilotos de The Wall só precisam se acostumar à nova velocidade do jogo e abrir um pouco mais a carteira. Algumas customizações baseadas na leitura do ambiente serão necessárias, portanto não existe mais uma receita de bolo. Fora isso, continuarão vendo jogo.
Faço um adendo ao deck que corre por fora, conforme demonstrado no último torneio: S.H.I.E.L.D.
Encerro aqui o report agradecendo ao convite da equipe de autores para fazer parte do time e convidando todos ao torneio dessa semana, dia 27/04, organizado pela Domain Games, na Av. Paulista. Espero todos lá. Até a próxima!
Tag :
Reports
,
Decklist do campeão dia 19/04/2014 e de brinde uma excelente Leitura do Ambiente
By : UnknownQuero agradecer ao Daniel que nos presenteou com uma das melhores leituras de ambiente que eu já li e de brinde sua decklist. Com vcs sem mais delongas vamos ao Momento de Atenção e Leitura do Ambiente com decklist de brinde por Daniel Bastos. (Esperamos que aceite nosso convite para ser autor no blog.)
O lançamento de Poderes Ocultos mudou bastante o cenário competitivo de Battle Scenes. Ao contrário de Evolução Tática, que buscava dar suporte às cartas e estratégias vigentes na edição anterior, BSPO tem como foco introduzir novos aspectos de jogo que interagem de forma preventiva contra o que já foi criado e levar o jogo a outras direções.
Como exemplo, agora - mais do que nunca - a iniciativa de jogo é um ponto de extrema importância. O primeiro turno de jogo é uma guerra particular em si, podendo definir todo o curso de uma partida e, muitas vezes, a vitória. Considerando o fato de que torneios de Battle Scenes ainda são disputados em duelo único, existe aí uma preocupação muito grande nos jogadores atualmente.
Outro ponto de atenção é a explosão de novas opções de ataque na fase de Preparação (Ações Imprevistas). Jogadores mais experientes já adotaram o "relógio" como a medida para capitalizar a iniciativa. Uma gama de opções "no relógio" permite ao piloto não somente uma, mas agora DUAS fases de combate antes que o oponente possa fazer uso dos recursos colocados em mesa. Se o deck "The Wall" nada mais era do que um deck aggro (ofensivo) que explorava ao máximo a fase de Antecipação, aqui nós temos a sua evolução natural, com a diferença de que agora esse tipo de deck quer a iniciativa, ao invés de esperar recursos tombarem na mesa.
A terceira grande mudança é, talvez, a menos comentada na cena. Na minha opinião, no entanto, é a mais perigosa das três. Com o lançamento de algumas cartas, abre-se agora a possibilidade de uma mecânica de jogo que só os decks Energéticos, vulgo "Pikachu", podiam explorar: Ímpeto. Para os jogadores de BS que nunca jogaram outro tipo de TCG, Ímpeto é o nome dado convencionalmente à habilidade que possibilita a um personagem atacar no turno em que é colocado em cena.
Há de se notar que, além dos decks Energéticos (que já gozavam dessa estratégia em BSET), essa opção abriu-se exclusivamente para dois tipos de Poder: Agilidade e Vôo. "Ah, mas o oponente ainda tem o seu turno de Antecipação para prevenir esse tipo de jogada!", você deve estar pensando.
Coincidentemente, Agilidade foi o Poder que recebeu o maior número de "incentivos" de Ações Imprevistas, sejam de personagens ou habilidades. Também é uma enorme coincidência que boa parte dos personagens competitivos que possuem Agilidade também possuem o poder Ataque à Distância, facilitando a viabilidade da estratégia utilizada pelos "Pikachu" de combinar ataques maciços e o cenário Fogo Cruzado para proteção. Mas quando se combinam os aspectos de Ímpeto e a fase de Preparação, aí é que as coisas começam a ficar interessantes.
Toda essa síntese da edição BSPO juntamente à leitura do ambiente foram somente formas de contextualizar a concepção do deck em questão. O nome foi tirado de dois conceitos de decks que surgiram nas últimas semanas: Omega Deck (um core de Regeneração, Agilidade e Elasticidade com o personagem Ômega Vermelho como ponto focal); e Rolex (baseado em Ações Imprevistas).
Quando posto à prova, o deck mostrou seu valor vencendo quase todos os decks considerados competitivos, incluindo Magia e Pikachu, operando com consistência ímpar até nas situações mais desesperadoras. Ainda assim, ele deve ser considerado incompleto, já que o mesmo foi pilotado em somente um campeonato até a data presente. É, então, um esqueleto no qual decks com a mesma proposta podem se basear para desenvolver versões mais eficazes, com a garantia de que a idéia central tem grande potencial.
Sem mais delongas, vamos ao deck:
PERSONAGENS: 18
3x Ômega Vermelho
3x Carnificina
3x Lagarto
3x Treinador
3x Mystério
3x Constritor
HABILIDADES: 24
3x Reestruturação Muscular
3x Roubo de Idéias
2x Pensar Rápido
3x Saltitar (PO)
3x Treinamento Intenso
3x Golpe Treinado
3x Atrasar
1x Simbionte - Venom
SUPORTES: 5
3x Toupeira Mecânica
2x Esconderijo Secreto
CENÁRIOS: 13
3x À Espreita
3x Movimento Imprevisível
2x Super Plano de Dominação
2x Convocar Reforços
2x Expandir Infinito
1x Invasão Secreta
Plano de jogo 1: Exclamação de Athena
No segundo turno, se o oponente baixou personagens, vá à guerra. Se não, entra o elemento surpresa do deck: Super Plano de Dominação. Vá à forra com os recursos de Genialidade disponíveis, aproveite o +1 Escudo e faça o oponente vir até você. Se a sua mesa estiver numerosa e capacitada, um oponente sem personagens em cena e sem cartas na mão é um oponente derrotado.
Plano de jogo 2: Surprise, Motherfucker!
Se a Exclamação não for uma opção, trabalhe em cima do Ímpeto. Enquanto seus personagens estiverem na sua mão, eles estão livres de combos como Portal/Garras. Use o fator supresa! Enquanto Reestruturação Muscular estiver em seus recursos, considere Ômega Vermelho como um personagem com Ímpeto. Saltitar e Treinador serão suas outras armas. À Espreita garante um dano alto, limpando Antecipações adversárias. Movimento Imprevisto e Expandir Infinito eliminam o turno de Antecipação de um oponente, podendo ser utilizadas em conjunto com Ações Imprevistas (ex: Constritor ataca/Expandir Infinito). A partir daí, não se exauste nas antecipações. Suas fases de Preparação são mais importantes, capitalize-as.
Plano de jogo 3: Toupeira Mecânica
Essa carta é tão ridícula que, sozinha, é um plano de jogo. Caso PJ1 e PJ2 não estejam à disposição, tenha calma, mantenha o máximo de personagens na mão possíveis e jogue Toupeira Mecânica. Os recursos virão, o oponente terá com o que se ocupar inicialmente e você pode trabalhar um retorno à mesa. Em alguns casos, você pode precisar jogar um "boi de piranha" para o oponente bater e cansar os personagens. Nesse caso, prepare o PJ2 para surpreendê-lo.
Pontos Fortes:
+ Dano alto na fase de Preparação
+ Alta capacidade de ações ofensivas com personagens no turno em que entram em cena
+ Sofre menos de Mystério-dependência do que outros decks competitivos
+ Controle de jogo com ou sem personagens do oponente em cena
Pontos Fracos:
+ Altamente suscetível a suportes de controle
+ Baixa variedade de personagens
+ Descuido do piloto leva rapidamente os personagens à exaustão
Destaques:
Ômega Vermelho - O Patrão. O ponto central do deck. Graças ao seu texto permanente, é possível gerar pseudo-Ímpeto, recuperar cartas perdidas, regenerar personagens, permutar habilidades-chave e causar dano penetrante ao adversário como bônus. É o motor que faz o deck funcionar, mas o piloto não pode nem deve se apoiar a ele ou jogar de maneira irresponsável com ele. Aprenda o seu timing de entrada, acostume-se a pensar em "n" possibilidades de permutação e, aí sim, o Patrão vai te recompensar.
Mystério - Nada novo a acrescentar que nenhum jogador mais experiente já não saiba. Essa carta sozinha mudou todo o panorama do jogo e aqui ele é explorado em toda a sua glória. Desça-o antes de seu oponente e monte a mesa ao seu sabor.
Constritor - O personagem menos badalado do deck é também o mais eficiente no que se propõe a fazer. Tendo unicamente Elasticidade ao seu dispor, ele se torna um pouco mais limitado que seus companheiros, mas também mais direto em cena. Leve e potente, ele é geralmente a primeira linha de ataque e defesa do deck. Excelente matador de 4/1, utilize-o para se livrar desses personagens mais pesados com mais eficácia.
Treinador - Sensacional como quebra-defesas, mas dependente dos companheiros em cena. Cansa-se rápido, já que entra na ofensiva. Tem o elemento surpresa a seu favor, aprenda a usá-lo em seu potencial máximo e ele ganhará partidas para você.
Saltitar - A habilidade que torna o deck possível. Melhor amiga do Treinador. Abuse do relógio, mas mantenha sempre em mente as (in)capacitações.
À Espreita - Mais dano. Para o deck inteiro. Com ações imprevistas. Nada que o oponente possa fazer a respeito. Sem mais.
Super Plano de Dominação - Exemplo claro de "carta ruim que nunca vai ver jogo" que te carrega no colo e te faz feliz. Se À Espreita é o alicerce ofensivo deck, SPdD é a muralha que chama o oponente para o jogo na marra. Abra o jogo e carregue Roubo de Idéias em qualquer personagem, sem pretensão nenhuma. Caso o oponente resolva esperar para abrir, mostre a ele o erro que ele cometeu e deixe-o decidir se ele arrisca vir para o jogo (muitas vezes sem preparo) ou perde o controle da mesa e de sua mão.
Com isso, eu encerro a demonstração encorajando pilotos a tentar a sorte ou oferecer idéias para melhorar o que já foi feito. Até a próxima!
ASS: Daniel Bastos Campeão do dia 19/04/2014 e dono do penúltimo Playmat de SP








